sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Hora de dormir.

Não há mais como ficar sem falar com você, sem te ter por perto, sem seu cheiro e seu gosto. Escrever pra você nas madrugadas em que eu estou sozinha virou rotina, de alguma forma me acalma.
Sabe o que eu notei? Eu fico adiando o momento de realmente deitar a cabeça no travesseiro e dormir. Procuro fome, sede, ou qualquer outra desculpa dentro de mim pra não precisar encarar que você não está comigo.
Durante o dia - ou nos momentos em que eu estou fazendo alguma coisa - fica mais fácil. Eu tento (e até consigo algumas vezes) ocupar minha mente com outras coisas e não me permito parar para realmente sentir sua ausência. Não gosto de ficar pensando que você não está comigo. Afasto esses pensamentos com "Amanhã você provavelmente a verá, se acalma" e isso tem funcionado de modo geral.
O problema está realmente na hora de dormir. É uma hora em que tudo vem à tona, a saudade, a dependência, as lembranças. Sinto muita falta de ouvir a sua respiração, a sua voz, seu cheiro doce. Mas como se não fosse o bastante, parece que o medo vem me atormentar sempre que eu estou sozinha. Não tem como fugir desses pensamentos. É difícil, eles me perseguem.
Creio que seja como um dependente químico pensar em ficar sem as suas drogas. Ou então, uma pessoa imaginar perder o que ela tem de mais valioso na vida. É desesperador, sabe? Você foge dos pensamentos ruins, se esconde e fica em silêncio, na expectativa, torcendo para não lhe acharem, mas, olha só: eles te encontram! Se apossam da sua mente e te controlam. Mas não é só isso. É como se uma barreira fosse criada para impedir que os bons pensamentos venham te salvar.
É muito verdadeiro quando eu digo que preciso de você.
Heroína.

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