sexta-feira, 20 de maio de 2011

Só por uma noite.

Estou aqui de novo. Mau humor mesclado na tristeza. Desapontada. Mas não mais quebrada, não permito mais. É, só desapontada. Talvez não tenha os tão falados motivos, talvez tenha, ou é só mais um dos meus ataques. Mas eu não tenho culpa de estar cansada, tenho? Também não tenha culpa de ser tão possessiva e querer as pessoas só para mim. É algo meu. Está lá dentro, faz parte. E a cada batida do ponteiro do relógio é como se algo dissesse “É a sua vez, é a sua vez, é a sua vez...”. É errado ser meio vingativa? É provável que isso faça parte das minhas paranóias. Você me deixa assim, você me droga de forma boa e ruim... Espera aí, existe realmente uma parte boa? A questão é que eu gosto dessa dependência. Parece que a mesa virou. Às vezes quem não demonstra se importar é você... Em certos aspectos, mas enfim. Você vai se lembrar de mim? Você vai querer estar comigo? É errado querer que você viva apenas para mim? O que você prefere? De novo as perguntas. Sem respostas. Não me importo mais. Dessa vez é sério, eu realmente não me importo com esses enigmas. Talvez isso até faça parte da sedução. É... mas eu vou me esquecer disso amanhã. Vou me esquecer de todas as dúvidas, inseguranças, medos... amanhã eu serei livre. Não pense que eu estou feliz com isso. Eu preferia ter você ao meu lado. Quem quis de outra forma foi você. Então amanhã, mon chérie, amanhã será o meu dia. Será o dia das minhas loucuras. De matar a saudade dos meus amigos, de viver um pouco da minha forma. Viver por mim. É como diz naquela música “Só por hoje não vou tomar minha dose de você”... amanhã serão as minhas doses. As doses que eu esqueci há algum tempo. Abri mão de muita coisa por você, não é? Eu não me arrependo disso, nem um pouco. Mas é nesses momentos que você faz essas coisas que eu sinto que você não está abrindo mão de nada. Ou será que está? Ou será que eu é que não quero enxergar? Na real, eu quero é que se foda. Só por hoje. Só por amanhã. Vamos esquecer quem eu sou agora, me deixa voltar a ser quem eu era há um ou dois anos atrás. Deixa eu enlouquecer um pouco, sair por aí com meus amigos sem rumo, voltar quando eu bem entender e não dar satisfações. Todos precisam de um pouco disso, não é? É isso o que você irá fazer amanhã. E é isso que eu vou fazer também. Amanhã a noite é minha. Mas isso não importa, afinal, no outro dia você ainda será minha garota, não será?

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