sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Do outro lado da rua.

Do outro lado da rua deixei os meus sentimentos, deixei a verdade e deixei quem eu me tornei ao seu lado. Foi preciso sair da bola de neve em que eu me encontrava. Aquele mundo de solidão, de fracasso com constante cheiro de bebidas e cigarro. A alegria e a vontade de viver já não faziam mais parte de mim. Tornando-me mesquinha e ingrata, abandonei meus princípios, abandonei quem eu amava por um vício imundo. Deixei pra trás toda a amargura vivida por dois anos e meio, em constantes conflitos internos, guerras comigo mesma. Deixei pra trás tudo aquilo que me fazia mal, e ah, isso inclui você. Esse alguém que me apresentou todo esse universo paralelo ao meu cotidiano, que me convenceu a mergulhar de cabeça nesse mar escuro e sem fim. Ou talvez até tenha um fim, a morte. Olha só, como eu pude me deixar enganar por você? Como, hein? Do outro lado da rua, eu deixei alguém que eu pensava que era, por alguém que eu realmente sou. Do outro lado da rua, eu abandonei tudo, e pra lá, eu não volto nunca mais. (Ariele Fernanda)

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