sábado, 7 de janeiro de 2012


Como é bom parar pra pensar e ter a certeza de que ela é só minha, que ninguém a tem como eu tenho.
Cada lembrança, cada risada, cada lágrima, tudo valeu a pena.
Tudo com ela vale a pena.
Ela é tão doce, frágil até.
É tão criança e sexy, tão meiga e tão minha.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Caderno velho.

Ei, sabe onde eu estou agora? Eu estou dentro desse caderno velho lendo minhas próprias palavras. É uma boa sensação. Estou lendo o que me fez e o que me faz. Mas acho que estou um pouco perdida. Já senti o cheiro do seu perfume antigo algumas vezes, só não sei se senti-o dos meus versos mal elaborados ou se foi a saudade quem o trouxe.
Há alguns minutos me afoguei na nossa série. Fui te ver, em outra pessoa, mas fui. Já te disse o quanto você é sexy?
Além disso, em um mundo paralelo está passando o filme que eu tanto gosto e que me lembra você na tv. Decidi por não vê-lo. Você me fez criar uma espécie de nojo a esses filmes românticos e bobos. Estou numa época de coisas complexas. Gosto de me perder, de me afundar, e me jogar de cabeça. Assim você me salva depois.
Talvez não faça sentido para os outros, mas faz para mim. Mas quem liga? É só um filme idiota.
O que realmente interessa é que eu te ouço me chamar por meio do seu cheiro. É como se ele me dissesse “vem”. Será que eu te encontro se virar algumas páginas?
Ou talvez, na verdade, isso seja uma reação inconsciente do meu cérebro à sua falta.
Ei, estou em dúvida sobre mim mesma. Fora desse caderno, em frente ao espelho eu vejo uma balança e em cada lado dela há uma versão de mim. De um lado, a pessoa projetada para você. A minha forma infantil. Do outro, eu vejo meu rosto por trás de uma cortina de fumaça, é meio confuso. Não consigo enxergar muito bem. Talvez seja quem eu queria ser. Ou vou ser. Isso tem me atormentado há uns dias. É complicado.
Acho que eu estou ficando louca. Vou voltar pro caderno.
Sinto seu cheiro. Te puxo pra mim.

4:00 am.


De repente bateu vontade de te levar pra longe, de sumir, fazer loucuras. Bateu vontade de te seqüestrar apenas pra mim. Você se lembra de quando eu te pedia pra me seqüestrar? Saudade desses tempos.
Saudades do seu cheiro, do seu corpo, do seu beijo. Saudade da sua voz e do seu jeito de criança.
Não fui feita pra ficar longe de você. Seria muito doentio da minha parte te dizer que, nesses momentos, perco a vontade de viver?
Você movimenta meu mundo, você me movimenta. Tenho medo de cair quando estou sozinha.
Foge comigo. Deixa eu te levar pra longe. Me leva pra longe.
Deixa eu te trazer pra mim.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Alma gêmea.


E enquanto eu estiver sozinha, eu vou inventar fome, sede, frio.
Enquanto eu estiver sozinha eu vou fugir do sono, vou fugir da tv, e dos cobertores. Também vou fugir do chocolate e da nossa caixa do amor.
Enquanto eu estiver sozinha, eu vou ficar do lado do telefone esperando ele tocar. Um toque, pelo menos um. Só pra eu saber.
Enquanto eu estiver sozinha eu vou inventar qualquer tipo estúpido de desculpa pra não ter que aceitar que eu estou longe de você.

Quando você estiver comigo, nós vamos dar as mãos, nós vamos ao jardim e nós vamos sentir o cheiro da flor mais linda que ali tiver.
Quando você estiver comigo, nós vamos sair correndo naquela manhã gelada com cara de inverno. Nós vamos nos afundar nos cobertores, devorar os chocolates e depois dormir abraçadas.
E, ainda assim não será o bastante, então quando você estiver comigo, nós vamos pegar o carro e dirigir pra um lugar bem lindo, bem calmo, bem nosso. Nós vamos passar a noite lá, nós vamos sentir frio, e vamos ter que fazer algo quanto a isso. Você vai chegar perto e dizer que me ama. “Tão perto que eu posso sentir a sua respiração”  
Quando você estiver comigo, nós vamos o nascer e o pôr do sol.
Quando você estiver comigo, eu vou inventar qualquer tipo de desculpa estúpida, boba, mas real pra não ficar longe de você.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Daughter's POV.

"Sabe do que eu sinto falta? Dos velhos tempos. Sinto falta de chegar naquela farmácia e ver aquele sorriso no seu rosto, de você me chamar de querida... Sinto falta da pessoa que você era. De quando sentávamos na cozinha pra almoçar e você contava como tinha sido o trabalho. Sinto falta de quando nós saíamos, nos divertíamos e raramente havia reclamações. Era simples, como respirar. Eu não gosto do que você está fazendo, da forma como se entrega aos problemas. As coisas não são assim, não têm que ser. Por que você está agindo assim? Por que você não reage, não quer melhorar? Eu não quero te tratar do jeito como venho te tratando, mas não sei, é impulsivo, sem eu pensar, sai. Eu queria que tudo voltasse a ser como era antes. Quando nós éramos felizes."

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O doce gosto da obsessão.


Às vezes eu me sinto como uma daquelas crianças mimadas que acaba de ganhar um brinquedo novo.
Aqueles brinquedos maravilhosos que foram desejados por tanto tempo...
Sou exatamente como uma criança que não quer compartilhar-lho com ninguém, que tem ciúmes, que se acha dona dele, e que não aceita que ninguém além dela toque-o. 
Sabe, não é fácil ser tão possessiva assim. Não é fácil ouvir as pessoas te dizendo que você é infantil e que tem que parar, mas ninguém entende que isso é algo incontrolável. 
Ninguém entende que você é minha, que eu tenho um ciúmes insano de você. Ninguém entende que eu não quero que relem um dedo em você.
Você é só minha!
Não gosto que queiram se relacionar com você, que achem que são seus amiguinhos. Ninguém pode tocar em você, eu não permito, eu não quero. Por mim, nem olhariam pra você. 
É tão difícil entender? É tão difícil aceitar que você é minha e de mais ninguém?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sobre chuvas, pesadelos e palavras bonitas.


Sabe, quando a gente passa um certo tempo com uma pessoa, nós acabamos aprendendo, pelo menos, uma coisa com ela. É natural.
Se eu dissesse que com a gente isso foi diferente, seria mentira.
Também seria mentira se eu lhe dissesse que eu não sinto borboletas no estômago toda vez que você toca no meu rosto quando me beija.
Você é minha menina. 
Você sim me ensinou a amar de verdade. 
Eu sei, eu sei, é extremamente clichê dizer isso. Pelo menos o nosso amor não tem nada de clichê, não é?
Não há nada de que eu me arrependa durante todo esse tempo com você, eu só sei te amar mais a cada minuto.


Acho que algo que eu nunca vou me esquecer é de quando você me disse pela primeira vez que é muito bom me abraçar, no dia da chuva.
Você é tão linda, já te disse?
Já te disse que eu amo seu jeito de criança? Já te disse que você é a minha criança? 
Já te disse que eu não quero viver um só segundo sem você? Já disse, amor?


Toda vez que eu te olho, bem no fundo dos seus olhos, é como se eu visse toda a pureza do mundo, você sabia disso?
É como se uma corrente de eletrecidade corresse pelas minhas veias toda vez que você me toca.
Você não entende o tamanho da minha necessidade absurda de você!
Eu gostaria tanto de sair por aí com você e voltar só quando nos desse vontade. Ir pra algum hotel com uma vista bonita e passar a noite lá com você. 
Você faria panquecas para mim no café da manhã e nós iríamos passar a tarde toda aproveitando, se é que me entende.


Você me ensinou a gostar de coisas que eu achei que jamais gostaria.
Você me fez ver o mundo e as coisas de uma forma diferente. Você me faz querer ver o melhor e o pior das pessoas.
Você me faz tão feliz quando ri comigo.


"Ambas estavam dormindo no mesmo quarto, porém não na mesma cama. A mais nova na cama e a mais velha no colchão ao lado da cama. Não passavam das sete e meia da manhã, haviam dormido não fazia muito tempo. A mais nova estava tendo um pesadelo, alguma coisa como um demônio no telefone a xingando. Acordou assustada, com o coração extremamente acelerado. Acordou a mais velha no mesmo momento.
— Ei, acorda - Chacoalhou-a - Tive um pesadelo. Vem ficar comigo - pediu com voz de choro.
A mais velha levantou rápido e foi para a cama com a mais nova, abraçou-a, e disse coisas boas. "Calma, eu to aqui com você" "Me conta o que você sonhou, não precisa ficar com medo". A mais nova se acalmou e lhe contou o sonho, disse que não queria dormir mais. "Fica acordada comigo, não me deixa sozinha, por favor."
Ficaram as duas ali por um bom tempo, até que a fome surgiu.
Foram até a cozinha e prepararam um lanche. Comeram, deram risadas, e a garota mais nova se esqueceu do pesadelo que tivera."
Isso pode não fazer muito sentido para você, mas nesse dia você me protegeu, sabia? Nunca me senti tão segura em toda a minha vida quanto me senti quando acordei, te chamei e você veio no mesmo instante. Na verdade, eu não sou o seu "anjinho" como você costuma dizer, você é o meu anjo. Você é quem me protege de tudo, que sempre está comigo, que cuida de mim. 
Você se lembra disso?


Eu queria ter palavras bonitas pra sussurrar no seu ouvido na hora de dormir, mas como ainda não as tenho, eu deixo algumas aqui, onde você possa ler e saber o quanto eu amo você.